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ÍNDICE:


1. Para a expedição da Guia de Recolhimento

Réu preso

Havendo condenação e a fiscalização da pena imposta for feita por outra comarca: expede-se a Guia de Recolhimento e a encaminha (nesse caso jamais deve ser expedida carta precatória).

Réu solto

a) após o trânsito em julgado da sentença penal condenatória, independentemente do regime inicial de cumprimento da pena, os servidores responsáveis pelos atos cartorários deverão expedir o mandado que houver sido expressamente determinado por ato judicial (mandado de prisão ou mandado de intimação com termo de compromisso, conforme a hipótese);

b) caso inexista determinação expressa, o servidor deverá certificar o ocorrido e remeter os autos para a fila "conclusos - medidas urgentes".

2. Cancelamento do PEC

Caberá ao Cartório promover o cancelamento do PEC pelo menu Cadastro → Cancelamento de Processos, nos seguintes casos:

a) Absolvição: sendo PEC provisória ou definitiva, havendo superveniência de absolvição, nos termos do art. 279-C, § 2º, do Código de Normas da Corregedoria, e do art. 10 da Resolução n°113/2010 do CNJ.

b) PEC encaminhado para juízo diverso: em se tratando de guia regular, mas encaminhadapara juízo incompetente, o magistrado da execução determinará o cancelamento do PEC e comunicará a decisão ao juízo de origem, enviando os documentos que julgar necessários;

c) PEC irregular:

I. Encaminhamento da Guia de Recolhimento antes da prisão do réu: nos casos de aplicação de pena privativa de liberdade, independente do regime, o magistrado da execução determinará o cancelamento do PEC e comunicará a decisão ao juízo de origem, enviando os documentos que julgar necessários;

II. Encaminhamento da Carta de Guia antes do efetivo trânsito em julgado da sentença condenatória: nos casos de aplicação de pena restritiva de direitos, será adotado oprocedimento conforme o item c.1.

d) PEC incompleto: o juiz da ação penal será comunicado para enviar os documentos faltantes no prazo de 48 horas. Findo o prazo, sem regularização, o juiz da execução determinará o cancelamento do PEC.

3. Suspensão do PEC pela superveniência de pena restritiva de direitos

Sobrevindo acórdão substituindo a pena privativa de liberdade aplicada em primeiro grau por restritiva de direitos, o juízo da execução determinará a suspensão do PEC até o trânsito em julgado da ação penal, posteriormente adequando a execução à nova pena. Nessa hipótese, o cancelamento não é permitido.

4. Suspensão do PEC pela superveniência de liberdade/alteração de pena em sede de Habeas Corpus (HC)

Nos casos de PEC provisório, ocorrendo concessão de liberdade ou qualquer alteração na pena, como, por exemplo, a substituição da pena privativa de liberdade aplicada em primeiro grau por restritiva de direitos em sede de Habeas Corpus, o juízo da execução determinará a suspensão do PEC até o julgamento final do recurso e o devido encaminhamento da cópia do acórdão e da certidão de trânsito pelo juízo da ação penal.

Advindo as referidas cópias e adequando-se a pena no que for necessário, inclusive com a evolução da classe para 386 – Execução definitiva, o juízo da execução determinará as providências para o prosseguimento do PEC. Nessa hipótese, também é vedado o cancelamento.

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